Jornalista,
apresentador, dançarino, modelo, estilista e com tantas outras facetas a serem
vistas foi assim que vi Edgel, extrovertido e alegre o convidado nos contou
sobre sua vida e seus projetos. Formado em comunicação social pela UFC, Edgel
sempre soube o que queria ao entrar na Universidade. Ao longo dessa caminhada
encontrou quem dissesse que sua personalidade e seus trejeitos escandalosos
típicos da comunidade gay seriam um empecilho em sua caminhada, Edgel, porém
não se deixou abalar e foi atrás dos seus sonhos sem alterar seu modo de ser.
Apesar
de todo o estereótipo gay que se mostrou durante o seminário é notável em Edgel
que sua personalidade vai muito além daquilo que vimos. Completamente
consciente de seu papel na mídia, Edgel falou sobre o seu trabalho como Hostess
em uma boate da cidade e como isso afetou o seu trabalho como apresentador na
TV Diário, segundo o convidado apesar de ter enfrentado algumas críticas, um
trabalho nunca se misturou com o outro, porque ele ia para a boate se divertir
e trabalhar, não interpretar algum papel.
É
interessante ver que sua escolha de trabalhar com mídia de entretenimento
sempre esteve presente, apesar de sua escolha sexual Edgel nos mostra que é
capaz de entreter qualquer público. Suas matérias não atendem ao óbvio da
mídia, suas pautas não caem na pasteurização que acaba ocorrendo na mídia de
entretenimento ao tentar enquadrar certos temas para o público televiso. Ele
foge ao comum e busca não tratar o entretenimento com o sensacionalismo que é
tratado pela mídia atual.
Segundo
Laraia (2001, p.45) “O homem é o resultado do meio cultural em que foi
socializado. Ele é um herdeiro de um longo processo acumulativo, que reflete o
conhecimento e a experiência adquiridos pelas numerosas gerações que o
antederam.” Edgel é produto cultural e isso fica evidente em todas as suas
falas e, assumidamente gay e com todos os seus trejeitos o seu sucesso perpassa
o estereótipo. Os pré-conceitos da sociedade não barram seu crescimento nem
estereotipam seu trabalho, em seu discurso em sala podemos ver a sua criação
cultural em sua posição crítica ao debater sobre as manifestações que ocorriam
no período. E o papel da mídia ao relatar esses fatos, Edgel se mostra
completamente ciente do papel influenciador da mídia e de como ela mostra a
realidade que quer mostrar em uma matéria.
Referência: LARAIA, Roque de Barros. Cultura:um conceito antropológico.14.ed.Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. p.45.


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