segunda-feira, 29 de julho de 2013

Convidado Edgel Joseph - 21/06/2013


Jornalista, apresentador, dançarino, modelo, estilista e com tantas outras facetas a serem vistas foi assim que vi Edgel, extrovertido e alegre o convidado nos contou sobre sua vida e seus projetos. Formado em comunicação social pela UFC, Edgel sempre soube o que queria ao entrar na Universidade. Ao longo dessa caminhada encontrou quem dissesse que sua personalidade e seus trejeitos escandalosos típicos da comunidade gay seriam um empecilho em sua caminhada, Edgel, porém não se deixou abalar e foi atrás dos seus sonhos sem alterar seu modo de ser.
Apesar de todo o estereótipo gay que se mostrou durante o seminário é notável em Edgel que sua personalidade vai muito além daquilo que vimos. Completamente consciente de seu papel na mídia, Edgel falou sobre o seu trabalho como Hostess em uma boate da cidade e como isso afetou o seu trabalho como apresentador na TV Diário, segundo o convidado apesar de ter enfrentado algumas críticas, um trabalho nunca se misturou com o outro, porque ele ia para a boate se divertir e trabalhar, não interpretar algum papel.
É interessante ver que sua escolha de trabalhar com mídia de entretenimento sempre esteve presente, apesar de sua escolha sexual Edgel nos mostra que é capaz de entreter qualquer público. Suas matérias não atendem ao óbvio da mídia, suas pautas não caem na pasteurização que acaba ocorrendo na mídia de entretenimento ao tentar enquadrar certos temas para o público televiso. Ele foge ao comum e busca não tratar o entretenimento com o sensacionalismo que é tratado pela mídia atual.
Segundo Laraia (2001, p.45) “O homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. Ele é um herdeiro de um longo processo acumulativo, que reflete o conhecimento e a experiência adquiridos pelas numerosas gerações que o antederam.” Edgel é produto cultural e isso fica evidente em todas as suas falas e, assumidamente gay e com todos os seus trejeitos o seu sucesso perpassa o estereótipo. Os pré-conceitos da sociedade não barram seu crescimento nem estereotipam seu trabalho, em seu discurso em sala podemos ver a sua criação cultural em sua posição crítica ao debater sobre as manifestações que ocorriam no período. E o papel da mídia ao relatar esses fatos, Edgel se mostra completamente ciente do papel influenciador da mídia e de como ela mostra a realidade que quer mostrar em uma matéria.


Referência: LARAIA, Roque de Barros. Cultura:um conceito antropológico.14.ed.Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. p.45.

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